Bahia ganhará parque de naufrágios

De acordo com informações divulgadas pela TV Bahia e o portal G1, duas embarcações que faziam parte do sistema ferry boat, que faz a travessia entre Salvador e a Ilha de Itaparica, estão abandonadas em uma marina na Baía de Aratu, em Simões Filho, região de metropolitana de Salvador. Cento e quarenta mil reais são gastos por ano pelo Governo do Estado para manter os ferries, que já são quase sucata, no local.

Em reunião no dia, 29/8, foi assinado o contrato e definido o cronograma de ações para execução dos naufrágios controlados, que será realizado em no máximo seis meses. “Já encontramos as localizações mais propícias e começamos o licenciamento ambiental da área. A maior parte dos estudos para medir o impacto do projeto já foi feita. Assim que o relatório for apresentado, se não houver nenhum empecilho por parte do Inema (Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia), podemos até já conseguir afundar em novembro deste ano”, comemora Rodrigo.

Igor Carneiro, presidente da Associação de Mergulhadores da Bahia e proprietário da operadora Sharkdive, foi o idealizador do projeto, responsável pelos primeiros contatos com a Setur-BA e outros órgãos envolvidos. Ele acredita no interesse dos mergulhadores por novos pontos e, principalmente, naufrágios: “Somos ávidos por novidades. Viajamos por vários países em busca de novos cenários submarinos”.

“A gente solicitou os dois ferry-boats, mas já temos outros navios e barcos rebocadores que foram doações de empresas”. O projeto irá aguardar os estudos de impacto ambiental e deverá ter novas licitações lançadas em setembro, falou o secretário. 

Os naufrágios devem ficar a cerca de 30m de profundidade, em uma área mergulhável o ano todo, visibilidade muito boa durante o verão. “Atrairemos visitantes interessados no turismo de mergulho, escolas de mergulho e novos receptivos turísticos, do Brasil e do exterior”, diz o secretário estadual do Turismo, José Alves. “Também será uma ótima oportunidade para novos estudos sobre ecossistemas marinhos e formação de recifes artificiais”, completa Rodrigo.

Antes do afundamento em si, as embarcações serão cuidadosamente preparadas para não oferecer risco aos mergulhadores ou contaminação ambiental. Peças que possam causar ferimentos ou enrosco serão retiradas, bem como todo material potencialmente tóxico. Equipes da Marinha e de órgãos ambientais realizarão inspeções para garantir a conformidade do processo. Nos primeiros dias após os naufrágios, a Engesub promoverá novas vistorias, para atestar a segurança e liberar  o início dos mergulhos e passeios. Estima-se que em dois meses já haja formação de recifes.

 

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